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Pará registra mais de 200 casos de Aids entre idosos, diz Sespa

Dados da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) mostram o crescimento do número de idosos detectados com o vírus HIV no Pará. Do total de 5.465 casos investigados de Aids em adultos, a faixa etária dos 60 aos 80 anos registrou 214 casos, 12 novos casos foram registrados somente em 2016. No estado, Belém libera como município que possui maior número de infectados.

Em pesquisa realizada de 2016 até 6 de junho de 2016, pessoas que possuem idade acima de 59 anos e são diagnosticadas com o HIV superou o faixa etária de jovens de 13 aos 18 anos infectados, com 162 casos. A faixa etária dos 19 aos 59 anos concentra a maior parcela de infectados, 5.089 casos.

Os números do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) do Ministério da Saúde mostram os dez municípios no Pará que mais se destacam no número de prognósticos detectados: Belém (998 casos – 687 homens e 311 mulheres), Ananindeua (514), Santarém (474), Parauapebas (270), Castanhal (255), Marabá (178), Redenção (149), Marituba (137), Paragominas (125) e Itaituba (122).

Entre os fatores que podem ter aumentado o índice de Aids em pessoas com idade superior a 59 anos está na mudança do comportamento sexual deste grupo graças à invenção de medicamentos como o Viagra. Em entrevista ao jornal O Liberal, Deborah Crespo, coordenadora estadual de DST/Aids, disse que a presença da doença na população idosa é um fenômeno mundial.

Diante disso, a coordenadora lamentou o baixo número de pedidos de exames de detecção de doenças sexualmente transmissíveis entre os idosos, por isso pediu para que os médicos, principalmente os geriatras, coloquem a realização desses exames na rotina de checagem de diagnósticos de seus pacientes.

“O que temos hoje é uma testagem mais ampla e o diagnóstico nesse público pode ser encontrado em situações de pessoas que estão com quadro de infecção respiratória, tuberculose, pneumonia ou uma deficiência imunológica. Embora haja certa resistência de muitos idosos, além do uso de preservativo, é importante que todos façam a testagem do HIV e, assim, poder detectar o HIV em seu parceiro ou parceira. Isso ocorre não somente nas relações estáveis como naquelas pessoas que têm parceiros não fixos”, orientou.

O HIV está mais presente no grupo da população mais jovem, com destaque para as mulheres no período gestacional, que tem a doença detectada no momento que realiza os exames para o pré-natal. “São elas que mais fazem a testagem para o HIV e têm maior aceitação à realização de exames e prevenção”, explicou.

Mas Deborah Crespo faz questão de ressaltar que apesar da maior concentração do HIV entre os jovens, não significa dizer que a Aids não acometa outras faixas etárias. “O que precisamos é sensibilizar a população da importância de fazer o teste, para verificar logo o problema, iniciar tratamento e garantir qualidade de vida, evitando com que o vírus não destrua a defesa do organismo”.

G1 Santarem


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